Mesmo com chuvas acima da média, açudes de Teixeira seguem em situação crítica, aponta AESA

Apesar do volume significativo de chuvas registrado em 2026, que já soma cerca de 736,9 mm em Teixeira, os principais açudes do município continuam apresentando níveis extremamente baixos, segundo dados atualizados pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA).Notícias locais

O cenário reforça uma realidade preocupante: mesmo com boas precipitações, a capacidade de recuperação dos reservatórios ainda é insuficiente para garantir segurança hídrica à população.

Entre os mananciais monitorados, a situação mais crítica é do açude Sabonete, que permanece completamente seco, com 0,0% da sua capacidade total de 1.952.540 m³. A última medição disponível foi realizada no dia 05 de fevereiro de 2026, já indicando volume zerado.

Outro reservatório em estado alarmante é o Bastiana, com apenas 0,04% da capacidade, acumulando 480 m³ de água. A última atualização ocorreu em 03 de março de 2026, reforçando o cenário crítico.

O açude Riacho das Moças apresenta 3,83% da capacidade, com cerca de 245 mil m³ acumulados, conforme medição mais recente feita em 03 de abril de 2026.

Já o açude São Francisco II registra o melhor desempenho entre os quatro reservatórios, com 13,29% da capacidade, totalizando aproximadamente 653 mil m³. A última medição foi realizada nesta segunda-feira, 06 de abril de 2026.

Mesmo com a intensidade das chuvas, fatores como a irregularidade das precipitações, a alta taxa de evaporação e o longo período de estiagem anterior dificultam a recuperação dos açudes.

Diante desse cenário, a cidade de Teixeira segue dependendo diretamente da Adutora do Pajeú, que atualmente é a principal e praticamente única fonte de abastecimento de água para a população. O sistema tem sido essencial para garantir o fornecimento regular, sobretudo enquanto os reservatórios locais permanecem em níveis tão baixos.

A situação acende um alerta para a necessidade de uso consciente da água e de ações contínuas de gestão hídrica, já que, mesmo com um inverno considerado bom até o momento, a recuperação dos açudes ainda está longe do ideal.

 

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